
A integração entre varejo e food service se tornou uma tendência em crescimento, com diversas empresas apostando em modelos inovadores para atender às novas necessidades dos consumidores.
O setor vive um bom momento. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), as vendas da indústria para o food service cresceram 10,1% no último ano, acima do ritmo do varejo alimentar.
O franchising de alimentação acompanha essa tendência. Segundo a Pesquisa de Food Service da Associação Brasileira de Franchising (ABF), feita em parceria com a consultoria Galunion, o segmento faturou quase R$ 80 bilhões, alta de 15,6% em relação ao ano anterior. Entre as redes pesquisadas, 94% tiveram lucro e 82% aumentaram as vendas. O delivery já responde, em média, por 22,5% do faturamento dessas operações.
De acordo com a Abrasel, o termo é usado para resumir todos os negócios de alimentação fora do lar (restaurantes, pizzarias, bares, hamburguerias, etc.).
Para ser considerado foodservice, a Associação leva em conta desde a produção até a distribuição/venda dos produtos ao consumidor, incluindo os serviços “to go” (consumidor pega, paga e consome em um local fora do estabelecimento) e delivery (consumidor pede, paga, recebe e consome onde desejar).
É importante ressaltar que o foodservice dentro do varejo e o varejo dentro do foodservice é uma tendência que se consolidou nos últimos tempos. Tanto que foi pauta de debate na terceira edição do Connection Foodservice, evento realizado pela MERCADO&CONSUMO e Gouvêa Foodservice.
No painel “Conectando setores, satisfazendo paladares: integração entre varejo e foodservice”, profissionais que atuam no setor detalharam este novo momento do mercado.
De acordo com o diretor de Franquias e Expansão do Rei do Mate, João Baptista Silva Junior, o objetivo do varejo e do sistema de franquias é crescer. Para isso, é importante entender quais são os sistemas para o crescimento.
“Precisa ter ponta, mas para crescer a conta precisa fechar. O varejo não pode ficar limitado a uma única ponta, que é o shopping. Ou pode acabar refém de uma situação específica. Na nossa rede, por exemplo, o shopping representa 40% do faturamento”, lembrou.
Segundo o diretor, das 318 lojas da sua rede, 141 funcionam em shoppings, que são grandes parceiros. Entretanto, João Baptista destaca que é preciso atender o consumidor onde ele estiver.
“Não quero resolver o problema financeiro do shopping ou do locador. Quero crescer a rede de forma saudável e para isso preciso buscar esse cliente. O varejo também tem essa necessidade”, completou o executivo.
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Há várias empresas que apostam na tendência foodservice. Um exemplo é o Rei do Mate. Segundo João Baptista, há lojas em aeroportos, clubes, empresas, faculdades, hospitais e até dentro de outras lojas (store in store).
“Tudo isso vem da necessidade de crescer e do varejo, querendo encantar o cliente com um serviço de qualidade. E isso nós temos como oferecer”, revelou o executivo.
Outro exemplo é o da Tânia Bulhões, que abriu o restaurante Leila em sua flagship, em São Paulo. Com essa parceria, foi possível perceber uma integração entre o fluxo do restaurante e o da loja.
“Todo o enxoval das mesas do restaurante, por exemplo, é feito com produtos Tânia Bulhões. É uma maneira de apresentar a marca às pessoas. Nós vemos os restaurantes ajudando a trazer fluxo, gerar receita e também como instrumento de branding”, disse o sócio-diretor da Gouvêa Malls, Luiz Alberto Marinho.
Nos Estados Unidos também há exemplos de grandes marcas que adotaram a tendência do food service. A maioria é marca de luxo, que utiliza o food service e o varejo como estratégias.
Nas lojas da Nordstrom, por exemplo, 25% das vendas estão associadas a comida e/ou bebida, já mostrando um acerto na estratégia.
Portanto, é possível ver que o foodservice veio para ficar. Pois, empresas nacionais e internacionais já adotaram essa tendência do mercado. Agora que você já sabe disso, entre em contato com o nosso time e conheça as melhores soluções para o varejo!